10 de junho de 2015
Novo Anhembi custará até R$ 2 bilhões e pode ser 24h
Estimativa para investimento no complexo subiu R$ 500 milhões; 19 grupos inscritos sugerem lojas de grife, monotrilho e novo hotel
O chamamento público para reforma e modernização do Complexo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, recebeu inscrições de 19 grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Pelos estudos preliminares, o setor privado pretende ampliar o funcionamento para 24 horas, transformando a área de 300 mil m² em “minicity”, com grandes restaurantes, lojas de grife e espaço infantil. Com a novidade, a estimativa da Prefeitura para o investimento privado subiu para R$ 2 bilhões.
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Os detalhes das empresas serão publicados nesta quarta-feira, 10, no Diário Oficial da Cidade. “Os projetos virão mais fortes (do que se esperava inicialmente)”, adiantou ao Estado o secretário municipal de Turismo e presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Wilson Poit.
Pavilhão. Área de 300 mil metros quadrados terá ‘minicity’, com loja de grife e restaurantes
Pelo menos dez grupos interessados são consórcios, alguns formados por até cinco empresas. Entre as inscritas há grupos de expositores, promotores de feiras, construtoras, escritórios de arquitetura e de advocacia. Do exterior, inscreveram-se empresas americanas e alemãs, entre outras.
“Muitos são consórcios formados por grandes construtoras brasileiras que se juntaram com empresas internacionais, algumas já proprietárias de pavilhões de eventos”, disse Poit.
As propostas incluem parceria público-privada (PPP), fundo imobiliário, concessão e sociedade – a SPTuris é uma empresa de turismo que tem a Prefeitura como sócia majoritária.
Benefícios para a região. A ideia do chamamento é consultar as propostas do setor privado, que sinalizou para a construção de monotrilho interligando o Anhembi à Estação Tietê (Linha 1-Azul do Metrô), além de edifícios-garagem e um hotel de grande porte. Em dez dias, serão divulgados os nomes das empresas autorizadas pela Prefeitura para a realização de estudos de arquitetura e engenharia, planos de negócios e modelagem econômica. Os interessados terão 90 dias para entregar o material, que será avaliado por uma comissão. A previsão é de que a licitação seja lançada até o início de 2016.
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